Amyr Klink
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igualmente existe um tempo para partir para a ação

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Conviver em grupo não é trabalhar em equipe - Márcia Fonseca Vieira
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“ -  Estou passando por um problema sério: conclui que não tenho uma equipe trabalhando comigo e sim um grupo de pessoas que se dá bem socialmente, mas que na hora de fazer a coisa acontecer...não funciona!”

Esta é uma queixa mais frequente do que gostaríamos no ambiente de trabalho.

Interesses compartilhados e um relacionamento amigável são requisitos importantes para criar uma boa atmosfera, mas não são suficientes para fazer com que as pessoas gerem resultados juntas.

 

 

Para que um grupo se converta em equipe são necessários objetivos e valores comuns. Sem eles, nada feito. Quando pessoas compartilham valores e perseguem o mesmo objetivo, há espaço para que a sinergia aconteça.

 

Em uma verdadeira equipe, as pessoas cooperam e aceitam serem interdependentes, procurando tirar proveito das diferenças e dos talentos individuais para construírem um resultado coletivo, porque compreendem que este facilitará alcance de suas metas pessoais.

E como conseguir isso? 

1. Os donos do negócio, para gerar um ambiente propício ao senso de equipe, devem se preocupar, na contratação, em verificar se é possível conciliar valores e objetivos pessoais do candidato com os organizacionais, pois desta forma os valores e objetivos da empresa tornam-se um elo comum a todos os que constituirão a equipe.

2. Aqueles que ocupam uma posição de liderança possuem o papel de ajudar as pessoas do grupo a descobrirem seus valores e objetivos comuns e os conectarem com os objetivos da organização, reforçando essa liga periodicamente.

3  Cada profissional precisa perceber o elo entre seus objetivos e os da empresa. Se não estiver ciente do ponto onde eles se cruzam não verá sentido em se unir às demais pessoas para alcançar um algo além dos seus próprios interesses. E mesmo interagindo bem com os demais, tenderá a trabalhar de forma independente.

4. A interdependência entre as pessoas precisa ser estimulada e uma maneira de fazer isso é criar processos de trabalho que se conectem a partir da atuação de diferentes pessoas.

5. Para que a interdependência seja saudável e não uma fonte de conflito as diferenças individuais devem ser encaradas como elemento de soma e não de divisão. Isto não costuma ocorrer de maneira natural: requer estímulo de um líder que atue como conciliador e acredite e defenda a bandeira da soma das diferenças.

6. O senso de equipe deve fazer parte da cultura da empresa, funcionando como uma fragrância que está presente no ar, em todos os espaços da organização. Todos, sem exceção, precisam se comprometer a agir como equipe. E as diversas equipes devem se lembrar que são parte de um todo. Esta perspectiva jamais pode ser perdida.

Estes são alguns passos iniciais. Fazer de um grupo uma equipe pode ser algo de maior ou menor complexidade, dependendo dos interesses e atitudes dos profissionais que formam o grupo. Pessoas individualistas podem aprender a trabalhar em equipe, porém se estiverem desconectadas com os objetivos da empresa não conseguem somar. Podem ser excelentes profissionais, bons colegas, porém trabalham ao lado e não “com” as pessoas.

Por outro lado, pessoas com senso de coletividade e alinhadas com os objetivos da empresa podem não saber como lidar com as diferenças de cada um e precisam ser preparadas para chegarem juntas ao resultado. Se você quer ter uma equipe leve isto em consideração quando formar a sua.
 

Evoluir é opção. Até a próxima.

* Márcia Fonseca Vieira é graduada em Psicologia e Pós-graduada em Recursos Humanos, Administração Hoteleira e Docência. Coach certificada pela Sociedade Brasileria de Coaching. Atuou no segmento da saúde por 18 anos, na gestão de atendimento, de pessoas e do negócio e dividiu conhecimentos como consultora, docente e palestrante. Atualmente prioriza as atividades de coaching e de treinamento e desenvolvimento.


 

 


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